Quando a covardia toma conta...
As palavras bloqueiam...
Nada sai... apenas o suspiro sustentado pela lágrima à noite...
Apenas o laminar da faca no coração...
E o sangue corre...
Quando a covardia toma conta...
Os actos não saiem...
A naturalidade desaparece... e o medo reina...
Apenas os movimentos frios de um robot sem sentido...
E o sangue corre...
Quando o medo toma conta...
Aquele que nada teme torna-se vazio...
Sem saber como enfrentar esse sentimento novo...
Descobre apenas... a cada dia que passa...
Mil correntes de aço a prenderem os seus membros e bloquearem suas palavras...
E na hora da verdade...
Foge... Foge apenas sob falsos pretextos de recomeço...
Pois quando a covardia toma conta...
Aquele que nada teme... corre como um cao amedrontado...
Foge...
Quando o medo toma conta...
Aquele que sonha segue o caminho dos covardes...
Foge...
E toma a sua ultima escolha...
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